o estado não é, em suas origens, algo que oprime os indivíduos: estes nem sequer existem! Biografia Juventude. Liberals and Communitarians. "Der Organismus als innerer Kampf. [...] Aprender passo a passo a abandonar o pretenso indivíduo! Mas como um órgão, seres humanos assimilam também os interesses, as necessidades, as "experiências e julgamentos" do organismo, de modo que mais tarde, "quando os laços da sociedade se rompem", é possível reorganizar a si mesmo como um indivíduo autônomo ou organismo. A luta contra o niilismo que decorre da dissolução do mundo dos valores morais dá início à “época trágica da Europa” (KSA 12, FP 5(50) – outono de 1886–verão de 1887). O que está em questão nesta passagem são nossos julgamentos morais negativos no que toca aos nossos próprios impulsos. Aspectos desse ideal político podem ser compreendidos nos tipos de relações descritas por Nietzsche no seu modelo orgânico de soberania, como no tópico "1) como autorregulação", onde o antagonismo aparece na forma de "medo de toda interferência estrangeira" e "no ódio contra [gegen] os inimigos". A moralização de nossos impulsos através do processo da internalização é mais bem descrita em uma anotação na qual o caráter social ou relacional de nossos impulsos é claramente enunciado: Que impulsos poderíamos ter que não nos colocassem desde o começo em uma determinada disposição em relação aos outros: nutrição, impulso sexual? (JGB/BM 268, KSA 5.221). Cambridge: CUP, 2003, p. 460-487. 8 Sobre a concepção nietzschiana de gênio, cf. De Paulo César de Souza. Górgias. 9 Junto com a insensibilidade e a repugnância ao natural, há uma atração pelo natural como Nietzsche's Moral der Individualität". Como partes de um todo, nós tomamos parte nas condições da existência e funções do todo, e incorporamos [einverleiben uns] as experiências e julgamentos feitos nesse processo. Ed. Nietzsche-Studien, 21, 1992, p. 28-49. Em uma anotação dos Fragmentos póstumos que começa (primeiro parágrafo) com um uma versão sumária e compactada do argumento do parágrafo 268 de Para além de bem e mal, Nietzsche escreve: Palavras são signos fonéticos para conceitos: mas conceitos são grupos mais ou menos estáveis de sensações [Empfindungen] recorrentes e conjugadas. Frete GRÁTIS em milhares de produtos com o Amazon Prime. Liebe und Bildung. [ Links ], AYDIN, Ciano. Essas tarefas não podem, contudo, ser enfrentadas diretamente, uma vez que o problema básico é que nosso conceito de natureza, especialmente o de natureza humana, foi inteiramente moralizado. Nossos próprios impulsos aparecem a nós sob a interpretação de outros: embora no fundo eles sejam todos agradáveis [angenehm], eles estão tão misturados com sentimentos desagradáveis que os acompanham [unangenehmen Beigefühlen] através de julgamentos inculcados a respeito de seu valor, que de fato alguns são agora sentidos como maus impulsos: "eles me levam onde eu não deveria [nicht sollte] ir" - quando na verdade um impulso mau é uma contradictio in adjeto. (Nachlass/FP 5 [13], KSA 9.103). Não há "estado de natureza" para eles! Mas alguém poderia perguntar qual a medida certa de conflito e como ela é determinada. também Nachlass/FP 23 [35], KSA 7.555: "Sokrates bricht mit der bisherigen Wissenschaft und Kultur, er will zurück zur alten Bürgertugend und zum Staate" ["Sócrates rompeu com a ciência e a cultura da época; ele pretendia um retorno à antiga virtude cívica e ao estado"]. Correio eletrônico: hwsiemens@hotmail.com. Nietzsche formula não apenas uma forte crítica do conceito de pessoa [personhood] associal e previamente individuada, como também uma concepção alternativa e positiva de pessoa [personhood]. Social Research 57/1 (Spring), 1990, p. 73-103. In. Sobre os tópicos 2) e 3) - Abundante compensação [overcompensation] e assimilação - o antagonismo toma a forma de "cobiça", "apropriação", "ânsia de poder", "fazer os outros dependentes de si" e "comandar". [ Links ], MEYER, Katrin. Nesse caso, é possível compreender a argumentação que vai de uma “tipologia da moral”, tal como Nietzsche escreve 2 As obras de Nietzsche são citadas conforme a edição crítica: NIETZSCHE, F. Sämtliche Werke. 1818 Cf. ["ali nada mais resta senão eu comigo mesmo; o cuidado consigo mesmo se torna a alma da filosofia"]. In: Nietzsche, Cahiers de Royaumont. Ver Livros. Cf. Linguagem, consciência e pensamento consciente dizem respeito, portanto, a necessidades compartilhadas e a interesses comuns sobrepostos - aos interesses do grupo ou rebanho, e não ao que é distintivo, diferente ou único a cada indivíduo. "Selbstbegründung. Mas o que é notável nessa explicação não é tanto a redescrição de nossa relação conosco mesmos como uma internalização de relações sociais, mas sim a ênfase no conflito e na autodivisão ("a favor e contra"). Journal of Nietzsche Studies 38, Fall, 2009, p. 20-37. A maior parte dos textos que serão examinados aqui pertence ao Nachlass de 1880 - 1882 (KSA 9), especialmente as anotações 11 (= M III I de 1881), e estão situadas a nível fisiológico, como meu título indica. Organismo e arte na filosofia de Nietzsche 37. todas as aparições da vontade na natureza orgânica, graças ao tipo fundamental (a Idéia) que subjaz a todas elas 1. Über Werden und Wille zur Macht, Nietzsche-Interpretationen I Berlin/New York: Walter de Gruyter, 1999, p. 97-140. O segundo ponto estará localizado no contexto da reconstrução fisiológica nietzschiana do indivíduo como dividuum no § IV. Em uma passagem central da anotação, Nietzsche discorda dos pressupostos liberais em três considerações: [1.] Em uma outra anotação relacionada à sociofisiologia, ele distingue nitidamente entre o caminho da servidão, inaugurado pelos primeiros filósofos morais, como a história do "animal de rebanho" que veio a dominar a modernidade, e a história de seres singulares solitários, como o caminho para a soberania: "O desenvolvimento de animais de rebanho e plantas sociais é inteiramente distinto daquele dos seres solitários ou singulares [einzeln lebend]) (Nachlass/FP 11 [128] KSA 9.488)". I 8, KSA 1.207), seja por "sua quase dialética à la Lessing", seja pela "delicadeza, beleza e vigor de sua perspectiva estética", opinião comum tanto ao "teólogo sectário" quanto ao "ortodoxo mais escarniçado". ANSELL-PEARSON, Keith (Ed.). Em outras palavras, a medida para maximizar o antagonismo interior que seja compatível com a unidade do indivíduo é dada por relações sociais, intersubjetivas ou políticas, de igualdade aproximada. Em Para além de bem e mal 268, Nietzsche retoma a discussão sobre as origens sociais da linguagem e suas consequências. Mas eles preservam muitos, ainda que o façam ao preço de um retorno à servidão [Gebundheit]. The Cambridge Companion to Rawls. Dessa maneira, essa anotação ilustra como o "erro categorial" de discutir moralidade em termos fisiológicos pode servir a Nietzsche como uma estratégia textual para atravessar [crossing-out], ou pelo menos resistir, à regra de similitude da linguagem, assim como para falar de uma perspectiva particular: a particularidade, como o fundamento da demanda por uma moral radicalmente individual, é ela mesma fundada nas condições de existência específicas de cada forma-de-vida única. KSA – Sämtliche Werke. (Nachlass/FP 11 [182] KSA 9.511). Eu gostaria de agradecer a João Constâncio pela oportunidade de apresentar e debater uma versão anterior desse artigo em um workshop em Lisboa. [ Links ], SIEMENS, H.W. completa desrazão (völlige Unvernunft), como compreender a relativa 3 Para uma explicação do debate e uma avaliação crítica dessas posições, ver MULHALL, Stephen & SWIFT, Adam. Contudo, isso é equilibrado pela "benevolência" no tópico "4) secreção", e obedecendo ao tópico "5) Poder metabólico: veneração temporária, admiração, tornar-se dependente, enquadrar-se [...] ser capaz de servir". Nietzsches omduiding van het substantiebegrip, Maastricht: Shaker, 2003. De acordo com esse argumento, uma pessoa não pode ser entendida independentemente de seus objetivos ou valores; eles são constitutivos da pessoa [personhood]. de Carlos Alberto Nunes. 10 Cf. In. "Der Organismus als innerer Kampf. Esse pensamento é abordado no Fragmento póstumo 6 [58], discutido acima, no qual Nietzsche descreve o correlato sociopolítico da estratégia socrática de minimizar a discordância de nossos sentimentos: - Assim é na vida social: se tudo deve proceder altruisticamente, então as oposições entre indivíduos devem ser reduzidas a um mínimo sublime: de modo que todas as tendências hostis e tensões através das quais o indivíduo mantém a si mesmo como indivíduo [durch welche das Individuum sich als Individuum erhält] mal são percebidas, o que quer dizer: os indivíduos devem ser reduzidos à mais delicada tonalidade de individualidade! [ Links ]. Nachlass/FP 19[20], KSA 7.422: "Nach Sokrates ist das allgemeine Wohl nicht mehr zu retten, darum die individualisirende Ethik, die die Einzelnen retten will". Ästhetik der Historie: Fr. AYDIN, Ciano. [ Links ], ______. cit. Para a última posição de Rawls, OWEN, David. In. Se não há um mundo organizado de modo finalista e unitário, por. Se o problema é como evitar a desintegração ou explosão do indivíduo sob a pressão (para fora) do conflito máximo dos seus impulsos, a solução pareceria envolver o exercício de pressões exteriores voltadas para dentro, pressões que nem subjugam ou consomem o indivíduo, nem são subjugadas por ele, mas que sejam mais ou menos iguais às pressões expansionistas exercidas para fora por seu poder. De fato, como se pode encontrar a medida ou os limites para nossos impulsos, se o conflito entre eles deve ser maximizado? Eu estou relacionado com esta verdadeira natureza‖ (KSA 8, 41; 45). (Nachlass/FP 6 [70], KSA 9.212). 16 de Outubro de 2015; Aceito: Esses são os principais alvos do contra-argumento nietzschiano dirigido ao conceito liberal de indivíduo que pretendo apresentar neste artigo. Universitária do Pará, 2002, p. 180). Como argumentei no § II, a virada fisiológica no discurso de Nietzsche não apenas naturaliza, mas também singulariza o conceito de soberania, referindo-se à autodeterminação dos processos de autorregulação que melhor permitem a uma dada forma-de-vida encontrar as condições de existência únicas a ela enquanto ser singular. Dessa forma, o sujeito é pluralizado e dinamizado no conceito nietzschiano de um "sistema-de-vida" [life-system] ou organismo, e nossa crença em um sujeito moral substancial, nosso próprio "sentimento de subjetividade" [Subjekt-Empfindung], é reduzido a "meios de preservação", "uma condição da vida para existência orgânica" (Nachlass/FP 11 [270], KSA 9.545). De fato, esse é praticamente o único modo em que eu tenho vivido com as pessoas. "Nietzsche and the Temporality of self-Legislation". Encontre diversos livros escritos por Magnus, Bernd, Higgins, Kathleen M. com ótimos preços. 2 RAWLS, John. Nietzsche and the Problem of Subjectivity. Retomaremos essas questões no § IV. A fim de ser perfeitamente tranquilo e sem sofrimento interior, alguém pode simplesmente se desacostumar dos sentimentos profundos, de modo que em sua fraqueza desperte somente fracas forças contrárias: eles podem então, em sua sublimada tenuidade, ser desentendidos e dar aos seres humanos a impressão de que estão em completa harmonia consigo mesmos... - Assim é na vida social: se tudo deve proceder altruisticamente, então as oposições entre indivíduos devem ser reduzidas a um mínimo sublime: de modo que todas as tensões e tendências hostis, através das quais o indivíduo mantém a si mesmo como indivíduo [durch welche das Individuum sich als Individuum erhält] mal são percebidas, o que quer dizer: os indivíduos devem ser reduzidos à mais delicada tonalidade da individualidade! KSA 1: 271 8 Mais precisamente trata-se do texto NIETZSCHE, F. O Drama Musical Grego 1. No momento, concentrar-me-ei no primeiro ponto, que surge quase como uma ideia adicional na explicação de Nietzsche da emergência do indivíduo a partir do organismo social. Mais especificamente, exponho esta tese em contraste com duas conhecidas acusações endereçadas a Rawls por seus críticos. e sua longa pré-história na nossa existência enquanto órgãos individuais prévios de um organismo social. **Professor Adjunto da UDP, Chile. - (Nachlass/FP 6 [70], KSA 9.212). Juntos, eles são pré-formados pelos interesses e funções do organismo social ao qual pertencem originalmente. também "naturalismo moral" em Nachlass/FP 15 [5], KSA 13.403: "Kritik der Philosophie.[...] ["Para Sócrates não era mais possível salvar o bem-estar geral. Nietzsche prossegue argumentando que as necessidades mais importantes e urgentes são as primeiras a encontrar expressão linguística e, como tais, elas acabam por definir nossos valores fundamentais [Rangordnung der Werthe, Gütertafel]. [ Links ], ______. "Uma ação má". 47 novos e 25 usados. No texto que se segue veremos exemplos de ambos. Über Werden und Wille zur Macht, Nietzsche-Interpretationen I Berlin/New York: Walter de Gruyter, 1999, p. 97-140. Assim, a igualdade prevalece amplamente! A sociedade não é formada através de um contrato entre indivíduos preexistentes; mas é a própria sociedade que educa e forma indivíduos, de modo que eles são produto da sociedade. ... 1.7 – Nietzsche e seu antípoda, Renan, 80 1.8 – Renan contra Strauss, 105 1.9 – Vie de Jésus, 115 1.9.1 – Crítica das fontes, 116 1.9.2 – O método de Renan, 119 Isabelle Wienand (Ed.). Nesse artigo ela defende essa posição contra o espírito divisionista do agon na Grécia e ao mesmo tempo nega que a unidade ou harmonia consigo mesmo proposta por Sócrates exclua o pluralismo (ARENDT, Hannah. Essa contestação se dá primeiramente pela redução da consciência a um conjunto de sentimentos morais [Empfindungen], e em seguida pela redução destes sentimentos a meros sentimentos de inclinação ou aversão [Zu- und Abneigung] que teriam sido imitados [nachgeamt] daqueles que têm autoridade moral sobre nós: Que os humanos têm dentro de si mesmos a norma de acordo com a qual eles têm de agir - ainda se crê nessa extraordinária estupidez hoje em dia! Ele repete com insistência que o valor seletivo de uma crença é logicamente independente de seu valor de verdade. Nesta seção retorno a uma série de textos em que Nietzsche busca destituir a natureza humana de sentido moral [de-moralise] e recuperar sua inocência, argumentando que nossos sentimentos morais não são naturais, mas consequência da internalização de normas sociais. 55 "Ich darf die Tendenz dieser Betrachtungen als moralistischen Naturalismus bezeichnen: meine Aufgabe ist, die scheinbar emancipirten und naturlos gewordenen Moralwerthe in ihre Natur zurückzuübersetzen - d.h. in ihre natürliche "Immoralität" [Eu me permito designar a tendência dessas considerações como naturalismo moralista: minha tarefa é retraduzir os valores morais, aparentemente emancipados da natureza e tornados não naturais, de volta à sua natureza - ou seja, à sua "imoralidade" natural]. O conceito soberano"]. [ Links ], MOUFFE, Chantal. Sua reivindicação é que há uma lei moral eterna [ewiges Sittengesetz]; eles não querem reconhecer a lei individual [das individuelle Gesetz] e chamam o esforço para atingi-la de imoral e destrutivo. Tanto o caráter internalizado e social do eu, quanto nossa relação conosco mesmos são centrais para a demolição crítica de um sujeito moral substancial empreendida por Nietzsche, bem como para sua tentativa de reconstruir o sujeito como dividuum, tema para o qual eu me volto agora. Ir além do "eu" e "tu"! 1717 Cf. O Andarilho e sua Sombra § 83, ksa 2.589-590. Fribourg: Press Academic Fribourg, 2009, p. 67-90. Yet they overcame sheer natural forces of destruction by selectively ordering them in their practi- ces, cults, and festival days. Seus argumentos visam mostrar, em sua dimensão crítica, que o indivíduo ou pessoa é inseparável de seus objetivos ou valores, que são socialmente constituídos, e que nossa capacidade como indivíduos, especialmente para a agência soberana, é o produto de uma longa história e pré-história social. Isso é eutanásia, é completamente infecundo! "Rawls and Communitarianism". Em sua dimensão construtiva, encontramos em Nietzsche a contra alegação de que a manutenção e o cultivo de nossas capacidades (para reflexão e agência soberanas) são dependentes de relações de um antagonismo ponderado entre nós mesmos enquanto indivíduos, ou antes: como dividua. o���M7��k�����p1/��W�����n�Mf�kӹs�зf��\�Ic�ۡ����j����19���eڱs��i�o��K�,\kS�õN�����|����G�:��Y���o�[�����DKR��a �$/�%�Y�+� de Carlos Alberto Nunes. A Gaia Ciência Nietzsche de: R$ 8,91 até: R$ 176,31. Contra o sujeito como uma substância unificada. III 1, KSA 1.337)13. Nós o ligamos a um sentimento que o acompanha inseparavelmente, uma nova unidade surge. 1414 "Einen Trieb haben und vor seiner Befriedigung Abscheu empfinden ist das "sittliche" Phänomen" (Nachlass/FP 6 [365], KSA 9.290). Cf. Assim, a igualdade predomina amplamente! Alguém pode, no entanto, suspender o antagonismo entre seus sentimentos e interpretar isso como paz ou harmonia, através de estratégias que enfraquecem seus sentimentos e assim reduzem o veemente desacordo de seus antagonismos. Berlin /NY: de Gruyter, 2008, p. 191-210. Para os "schwerer Verständlichen" [difíceis de compreender] como Nietzsche, a tarefa é "atravessar" a progressiva similitude das pessoas, mediada pela linguagem. O Nascimento da Tragédia Friedrich Nietzsche de: R$ 12,00 até: R$ 200,10. Como nós esperaríamos a partir dos textos considerados no § III, essa multiplicidade "interior" é formada através da internalização de costumes sociais. Isso explica sua ética individualizada, que visa à salvação do indivíduo"]. Minha compreensão da noção de eu de Rawls e da oposição de Nietzsche a ela deve muito à explicação de David Owen em OWEN, David. 11 Sobre a autolegislação radicalmente individual, cf. Die Philosophen als Moralisten: sie untergraben den Naturalismus der Moral" [Crítica da filosofia. Como argumentarei, o texto de Nietzsche sugere um ideal agonístico de uma pluralidade interior em um conflito moderado e fecundo, sustentado e entrelaçado com uma pluralidade exterior de seres soberanos ou organismos engajados em um conflito moderado e produtivo uns com os outros. Quais condições institucionais são necessárias para manter o conflito ponderado e fecundo entre seres soberanos, das quais isso certamente depende, é uma questão que permanece em aberto. lead to a static effect before it appears to our feel-ing. 1616 Górgias 482c: "Me fora preferível [...] não concordar com minhas opiniões a maioria dos homens, e combatê-las, a ficar em desarmonia comigo mesmo e vir a contradizer-me" (PLATÃO. (KSA) Hrsg. [ Links ], ______. ).Democracy and Difference: Contesting the boundaries of the political. Tomemos a frase de O anticristo que, de imediato, nos lança no campo filológico das relações entre texto e … und Nietzsche Briefwechsel Kritische Gesamtausgabe, Berlin/New York, Walter de Gruyter, 1975ff., herausgegeben von Paolo D’Iorio. Empfindung In. In. Nietzsche, Politics & Modernity. Nachlass/FP 11[118] KSA 13.56; 14 [158], KSA 13.343. Social Research 57/1 (Spring), 1990, p. 73-103). A oposição de Nietzsche tanto ao ideal liberal quanto ao socrático depende em grande medida da tese de que não pode haver nem um pluralismo genuíno nem liberdade se não houver alguma medida para o conflito. O nível ou a proporção a que se refere o máximo antagonismo interno consistente com a existência individual é determinado pelas relações de tensão entre indivíduos que são mais ou menos iguais em força, de modo que nenhum é subjugado ou absorvido pelos outros. The rigidity, the universalism, and the ineradicable moral connotations of law conflict with the dynamic, pluralistic and a-moral character of life for Nietzsche. Mesmo no recuo para a solidão - muitas vezes tomado como um indicativo do individualismo autárquico de Nietzsche - nós praticamos relações sociais conosco mesmos, e trazemos conosco todos os nossos hábitos e impulsos sociais. a contained and annihilated motion. sobre a destruição fisiológica do sujeito moral substancial, seguida da reconstrução fisiológica do sujeito como dividuum. (Nachlass/FP 11[128] KSA 9.488). A naturalização dos valores morais requer claramente uma compreensão naturalizada do ser humano, tarefa descrita em no parágrafo 230 de Para além de bem e mal, numa fórmula que se tornou célebre como a tarefa de "retraduzir o homem de volta à natureza" e de expor "o terrível texto básico homo natura" (JGB/BM 230, KSA 5.167). BAW is Becksche Ausgabe Werke (roughly Beck's collection of works, Beck is a german publisher), the first historical critical collection of Nietzsches works, discontinued because WW2 after 5 volumes, available in reprint cover the early works of nietzsche, from childhood up to 1869. GC, I - V A Gaia Ciência KSA, 8 Demais fragmentos do período entre 1875 e 1879 KSA, 9 Demais fragmentos do período entre 1880 e 1882 ZA I - IV Assim falou Zaratustra. Górgias Trad. Kritische Studienausgabe in 15 Bänden. [...] (Nachlass/FP 6[58], KSA 9.207). Uma vez que os indivíduos são produto da sociedade ou estado ao qual eles pertencem, o estado não pode ser entendido como uma ameaça aos indivíduos preexistentes. §§ 4 e 24. Os nœmeros romanos remetem sempre ao volume, [ Links ], OWEN, David. Nietzsche-Studien 7, 1978, p. 189 - 223. (Nachlass/FP 11 [182], KSA 9.509). 13 "um único", um "raro acaso", "uma multiplicidade milagrosamente reunida", misturadas numa "unicidade" cuja tarefa é "viver conforme uma medida e uma lei". À diferença dos primeiros escritos, Moralidade individual: como consequência de um lançar de dados ao acaso, há um ser aí que busca suas condições de existência - vamos levar isso a sério e não ser tolos que fazem sacrifícios para o desconhecido! In. 6) regeneração: sob a forma do impulso sexual, impulso pedagógico etc. Para além da proposição “equivocada” (KSA 8, p. 174) de Dühring de que, “fazer do egoísmo (...) a regra dominante das relações humanas é, no fundo, apenas uma aparência e nenhuma verdade duradoura” (WL, p. 186), Nietzsche apresenta uma diferenciação entre um egoísmo “ávido e cego” e um egoísmo, que tem no “amor mais puro” a si mesmo uma forma de desprezo (Verachtung) de si. Nietzsche planeja aqui reconstruir esse processo de desnaturalização, passo a passo. Permanece obscuro, no entanto, se a soberania nesse sentido é possível ou se ela é somente um ideal moral naturalista. sobre a (pré) história e a constituição social de nossa capacidade como indivíduos soberanos (sovereign); III. Esse é o motivo pelo qual Nietzsche escreve sobre a "natural imoralidade" de nossos valores (Nachlass/FP 9 [86], KSA 12.380) e "o terrível texto básico homo natura" (JGB/BM 230, KSA 5.167): a natureza em questão é uma natureza que foi destituída de sentido moral e restituída à sua inocência e ferocidade. (Nachlass/FP 11 [7], KSA 9.443). * "aquele que em maior medida se aparta de si mesmo" refere-se a "4) secreção e excreção: sob a forma de desprezo, desgosto por qualidades que por si só não são mais úteis; comunicando [mittheilen] sua abundante benevolência"; * aquele que "renova" refere-se à "6) regeneração: sob a forma do impulso sexual, impulso pedagógico etc. Como o indivíduo pode ser resguardado do conflito destrutivo de seus impulsos de modo a que se promova sua soberania? de Minuit, 1967. Leviathan. O contra-argumento nietzschiano é tanto crítico quanto construtivo. Mas isso levanta a seguinte questão: que sentido de liberdade individual ou soberania a sociofisiologia de Nietzsche deixa em aberto? Não! (Folha explica) ISBN 85-7402-212-8 1. Para entender os outros não é o bastante usar as mesmas palavras: deve-se utilizar também as mesmas palavras para as mesmas experiências interiores [innere Erlebnisse] - e deve-se tê-las em comum [...] Qual grupo de sensações fica em primeiro plano é o que determina as avaliações: mas as avaliações são consequências de nossas necessidades mais íntimas. Na visão de Nietzsche, a "idealização" ou "desnaturalização" [Entnatürlichung] da moralidade vem de mãos dadas com a moralização da natureza6. Ext. Ordenação interior por meio de autorregulação efetiva é, portanto, a chave para o conceito de soberania proposto por Nietzsche. In. Mas em Para além de bem e mal 268, há também uma sugestão de como ele procura comunicar a alteridade de suas próprias experiências e necessidades particulares: Os homens mais semelhantes, mais costumeiros, estiveram e sempre estarão em vantagem; os mais seletos, mais sutis, mais raros, mais difíceis de compreender, esses ficam facilmente sós, em seu isolamento sucumbem aos reveses, e dificilmente se propagam. ... em que será utilizada apenas a sigla KSA(NIETZSCHE, F. W. Sämtliche Werke. Irei examinar a tese de Nietzsche sobre as fontes sociais e históricas do eu - uma área do seu pensamento que não recebeu suficiente atenção - e reconstruí-la como um contra-argumento à concepção liberal de indivíduo. Essa consequência dessa explicação da moralização dos nossos impulsos é a destituição de seu sentido moral: o conceito de um impulso mau é contraditório, uma vez que a satisfação de um impulso não é boa nem má; em si mesma ela é simplesmente agradável [angenehm]. Por anos eu tenho tido relações sociais com pessoas e eu tenho levado a autonegação e a polidez tão longe a ponto de nunca falar de coisas que estão perto do meu coração. Se for assim, nós temos outra indicação para o "erro categorial" nietzschiano de discutir assuntos morais e políticos em termos fisiológicos, ao qual eu retorno agora. ARTIGO AS FORMAS DO RESSENTIMENTO NA FILOSOFIA DE NIETZSCHE PHILÓSOPHOS 13 (1): 11-33, jan./jun. Oxford and Malden MA: Basil Blackwell, 2006, p. 437-454. Os impulsos sociais (como inimizade, inveja, ódio - os quais pressupõem uma pluralidade) nos transformaram: nós deslocamos a "sociedade" para dentro de nós mesmos, nós a comprimimos, e refugiar-se em si mesmo não é uma fuga da sociedade, mas frequentemente um desconfortante sonhar e interpretar dos processos que ocorrem em nós de acordo com o esquema das experiências anteriores [...] (Nachlass/FP 6 [80], KSA 9.215). In. On the positive side is the constructive counter-claim that the maintenance and cultivation of our capacities for productive, autonomous agency is dependent on relations of measured antagonism both between and within us as individuals, or rather: as dividua. Assim: [2.] A virada de Nietzsche rumo à fisiologia, ou a virada fisiológica na explicação de Nietzsche da soberania, permite a ele, portanto, repensar a autodeterminação em termos relacionais e radicalmente individuais: a soberania requer que um indivíduo determine suas ações em relação aos outros em resposta àquelas condições que permitem a ele satisfazer de forma optimal suas necessidades e florescer como uma forma-de-vida única. Veja também as notas sobre "Wissenschaft und Weisheit und im Kampfe" ["Ciência e Sabedoria em conflito"]: Nachlass/FP 6 [13], KSA 8.102 "Von Sokrates an: das Individuum nahm sich zu wichtig mit einem Male" ["A partir de Sócrates: o indivíduo toma a si mesmo como demasiadamente importante, pela primeira vez"]; Nachlass/FP 6 [15] KSA 8.103: sobre os filósofos pré-socráticos: "Bei ihnen hat man nicht "die garstige Pretension auf Glück", wie von Socrates ab. Dossiê "Nietzsche e as Tradições morais". Oxford: Blackwell, 1992 e MULHALL, Stephen & SWIFT. Der Einfluss von Wilhelm Roux auf Fr. Se a autossubmissão à lei moral, concebida como universal e eterna, é o caminho da sujeição, então o caminho para a soberania é uma forma de autolegislação que é radicalmente individual, o que Nietzsche chama nesse contexto "das individuelle Gesetz"11. Nachlass/FP 16 [17] KSA 7.399: "Socrates. É preciso invocar prodigiosas forças contrárias, para fazer frente a esse natural, muitíssimo natural progressus in simile [progresso no semelhante], à evolução do homem rumo ao semelhante, ao costumeiro, mediano, gregário - rumo ao comum [Gemeine]. Ele o faz de uma perspectiva sociofisiológica na qual as origens sociais do indivíduo soberano não estão focadas em nossa razão (tal como enfatizado pelas teorias contratualistas liberais), mas sim em nossos afetos e impulsos [drives]. Nesta segunda fase da narrativa de Nietzsche, "quando os laços da sociedade se rompem", os primeiros indivíduos experimentais, ou "Versuchs-Individuen", afirmam a si mesmos como soberanos. (ed.s). Hrsg. [ Links ], RAWLS, John. Nietzsche, Freud, Marx. Como Nietzsche escreve em outra anotação: "Ter um impulso e sentir repugnância com sua satisfação é o fenômeno 'moral'"14. É através das relações de tensão e antagonismo com os outros que o antagonismo dos impulsos internos é contido de melhor forma, de modo que o dividuum pode atingir unidade ou manter a si mesmo como indivíduo com a tensão interior máxima requerida para a soberania.

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